Pirarara

Nosso amigo Pescador de Plantão Eduardo Raad





Nome: Pirarara
Nome científico: Phractocephalus hemioliopterus
Água doce ou salgada: doce
Família: Pimelodidae

Hábitos: 
A Pirarara hábito alimentar onívoro. Comem quase tudo: frutas, caranguejos, aves, tartarugas e
, principalmente, peixes. Acham-se em toda a região norte e parte do centro-oeste (Goiás e Mato Grosso), nas bacias Amazônica e do Araguaia-Tocantins. Vivem em canais de rios, várzeas e igapós, tanto em águas negras como claras. A melhor época para captura-las começa em maio e vai até outubro, quando os rios estão em seu leito normal (na caixa). Alguns rios que não extravasam o leito proporcionam pesca durante
o ano inteiro. Durante o dia costumam se aquecer ao sol, próximas à superfície. Em alguns locais, como
no Rio Javaés, chegam a colocar nadadeira dorsal fora da água.
Alimentam-se também de restos de animais mortos e peixes em decomposição.



Características:
As principais características são as cores, no dorso variam do marrom ao preto.
Os três pares de barbilhões sensitivos também comuns em outros membros da família. A predominância do amarelo ao creme é característica do ventre. Cauda truncada, facilmente identificada pela sua cor
vermelho-sangue. Alcança pouco mais de 1,20 metros e 70 kg. Possuem três pares de barbilhões,
um na maxila e dois na mandíbula. Muitas vezes, assim que retiradas da água, emitem altos bufos que começam graves e terminam agudos. São emitidos pela passagem do ar da cavidade bucal pelos opérculos.

Curiosidades: 
Registros fósseis mostram que a espécie existe na América do Sul há mais de nove milhões de anos.
Na época, superavam muito o porte médio das encontradas hoje em dia. Diversas histórias do povo amazônico relatam casos de ataques até a seres humanos. Isso é comprovado pelo relato do sertanista Orlando Villas-Bôas, que presenciou o sumiço de um de seus homens, no início da expedição Roncador / Xingu, nas águas calmas e opacas do Rio Araguaia.

Dicas para pescá-la: 
A pesca mais usual é feita com iscas naturais.
Em situações especiais, podem ser pegas com artificiais, pois, quando estão em áreas rasas, atacam colheres e plugs de meia água. As iscas naturais mais comuns são Piranhas, mas comem quaisquer peixes
ou seus pedaços. A melhor hora para captura-las é no início da noite, sempre regiões rasas, quase beirando estruturas submersas e praias com água corrente. O material usado deve ser basicamente pesado pelo tamanho que atingem.



Quanto mais ou menos bruto, depende do local. Perto de estruturas (maioria dos locais), use no mínimo uma linha 0,90 mm, vara inteiriça de fibra e carretilha pesada. Se for um local espraiado, sem estruturas, já se pode fisgar com uma linha 0,60 mm ou menos. Entretanto, como atingem até 70kg, possuem violenta força de arrancada quando fisgadas. Uma Pirarara de 20 kg tem força suficiente para estourar uma linha de 120 mm, basta a linha travar. Deixe o peixe correr um pouco antes de fisgar. O período de seca é o melhor para pega-las, mas escolha as regiões sem muito enrosco para evitar quebras de linha.

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