Pesca de arrasto mata 42% mais peixes do que se pensa




Segundo pesquisa feita por três universidades, quantidade de peixes é 42% maior do que a se tem conhecimento. 


Um estudo descobriu que a pesca de arrasto exterminou pelo menos 42 % a mais de peixes do que a quantidade divulgada pela FAO entre os anos de 1950 e 2015. Segundo a pesquisa feita pelas universidades de Southampton (Inglaterra), Havaí (EUA) e Columbia Britânica (Canadá), em 60 anos pelo menos 25 milhões de toneladas de pescados que vivem numa profundidade acima de 400 metros foram abatidos.

Esta depredação resultou num momento de colapso na pesca comercial, a qual vê cardumes diminuírem. Com isso, há a necessidade buscar novas tecnologias e “afundar” ainda mais a busca pelos peixes, o que limite o acesso aos pescados e interfere na produção de artesanais. A pesca de arrasto consiste em capturar tudo o que está no alcance das redes, com pouca ou nenhuma seletividade devido ao tamanho reduzido dos orifícios.


Segundo pesquisa feita por três universidades, quantidade de peixes é 42% maior do que a se tem conhecimento. 


O problema se dá porque a FAO só consegue coletar dados de pescados conferidos em portos que se seguem protocolos regulares de seus respectivos países. No entanto, o próprio órgão admite que não consegue controlar a irregularidade.

O estudo foi motivado graças a um projeto da organização Sea Around Us, a qual, em parceria com as universidades que se empenharam em investigar a pesca de arrasto, pretende propor novas áreas de proteção no Oceano, reconsiderar o modelo atual de aquicultura no mundo e reduzir cotas de pesca no mundo todo.

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