7 de outubro de 2017

Entendendo um pouco mais sobre iscas artificiais





A pesca com iscas artificiais é muito diferente da pesca praticada com iscas naturais.
No caso de pesca com iscas naturais, o que se está praticando é uma pesca de espera, onde o peixe é atraído pela isca oferecida, através do odor e do paladar.

Ao contrário, as iscas artificiais produzem uma pesca mais dinâmica, onde se tentará, com o trabalho (movimento) da isca, dar vida a uma isca feita de madeira, plástico ou metal, imitando um peixe em seu habitat natural.

Com isto, exploraremos outros sentidos dos peixes, como a proteção dos filhotes, domínio territorial, instinto predador, reflexo, irritabilidade, competitividade e até curiosidade, fazendo com que ataquem as iscas artificiais por estes motivos.



Assim, o movimento destas poderá simular um peixe em fuga, um peixe ferido ou então no caso de predadores como Traíra, Dourado, Robalo, Black bass, Tucunarés ou outro peixes agressivos, imitar um peixe invasor no território destes predadores.

Com este trabalho realizado pelas iscas artificiais, outros fatores são determinantes no sucesso ou não deste tipo de pesca.

Assim, a precisão dos arremessos tem importância relevante, tanto como atingir com a isca a região de caça do peixe (peixes predadores costumam caçar próximos às estruturas, sejam galhadas, troncos, pedras ou outros anteparos que servem como esconderijo).

As condições externas, como temperatura, variações climáticas e pressão atmosférica são fatores que podem definir o sucesso ou não de uma pescaria, isto sem falar em cor e altura das águas, que também são importantes. A adaptação do pescador à essas condições é um grande desafio que enfrentamos.

Claro que não devemos esquecer que em pescaria não existe nenhuma regra incontestável. Mas, apesar disto, através de estudos e observações, podemos estabelecer certos critérios para a escolha do tipo de peixe objetivo, bem como o local e iscas que poderão ter sucesso em cada uma de nossas investidas.

 TRABALHOS Com as Iscas:

As iscas artificiais possuem tipos de trabalho diferentes entre si.
Basicamente são divididas em iscas de superfície, meia água, de fundo ou metálicas.


Iscas de Superfície:

Essas iscas são chamadas assim porque seu “trabalho” para atrair os peixes ocorre na superfície ou logo abaixo da superfície da água (sub-superfície). Essas iscas flutuam, e são utilizadas com recolhimento em velocidade média, com movimentos de ponta de vara e, em alguns casos, com recolhimento em velocidade variada, conforme a situação de pesca.


Popper:


Isca Marine Sposts Vulcan 100


Estas iscas usualmente têm uma boca côncava que produz ruídos e a formação de bolhas na superfície, como se pequenos peixes ou animais como sapos estivessem se alimentando na superfície ou se debatendo em fuga. São trabalhadas com pequenos toques de ponta de vara enquanto recolhidas.


Zara:


Nelson Nakamura Zig Zara 110

 Iscas de superfície no formato de um charuto curto, que executam um nado em zigue-zague, muito atraente para os predadores. São utilizadas em recolhimento contínuo, com pequenos toques de ponta de vara.





Hélice:


Iscas de superfície que têm como característica a existência de uma ou duas hélices, presas na parte traseira ou nas duas extremidades da isca. Essas hélices provocam ruídos e turbulência na superfície, que atraem os predadores. Devem ser recolhidas com movimento contínuo, variando a velocidade, ou com pequenos toques de ponta de vara.


Stick:

Jackall Mud Sucker 110


Estas iscas de superfície têm como particularidade um pequeno peso na sua extremidade, que faz com que a isca flutue na posição vertical e com a cabeça fora da água, como um pequeno peixe com dificuldade para respirar. Trabalhadas com pequenos toques de vara, afundam e em seguida voltam à superfície.
   
Iscas de Meia-Água: 



Isca Nelson Nakamura Borá 10



Essas iscas são Plugs em formato de pequenos peixes, que se diferenciam por possuírem uma pequena barbela na parte inferior da cabeça, cuja função é fazer com que executem um movimento de natação quando puxadas pelo equipamento. Podem ser flutuantes, afundando quando tracionadas, ou podem ter flutuação neutra (suspending) afundando muito lentamente e permanecendo em determinada profundidade quando puxadas.

Outras iscas dessa espécie afundam, como as chamadas “sinking” ou “count down”, e seu uso se faz contando em intervalos de um segundo até atingirem a profundidade desejada, quando então são tracionadas (cada segundo permite que afundem cerca de 30 centímetros). As iscas de meia-água são usadas em situações de pesca de sub-superfície até profundidades de 1,5 metro.

Podemos incluir como iscas de meia água as chamadas “rattling”, iscas que ao invés de terem a barbela, têm a testa chanfrada, e cujo pitão é localizado nas costas. Estas iscas são muito versáteis, podendo ser trabalhadas em diferentes profundidades, dependendo da velocidade de recolhimento. Sua ação imita um peixinho nadando freneticamente.

As iscas de meia água são das mais fáceis de serem usadas, pois em sua maioria respondem ao recolhimento contínuo da linha, executando os movimentos de natação que atraem os peixes predadores.

 Iscas de Fundo: 




São plugs semelhantes às iscas de meia-água, porém têm barbelas mais longas que fazem com que essas iscas trabalhem a profundidades maiores, podendo chegar a até 4 ou 5 metros. Podem ser pescadas de arremesso com recolhimento constante, e também são muito usadas na pesca de corrico. 


Colheres, Spinners e Jigs:

Colocamos essas iscas em uma só categoria porque, embora sejam diferentes, têm uma característica em comum: são iscas metálicas, ou em sua maior parte feitas de metal, e todas afundam.





Colheres:

têm esse nome porque quase todas têm um formato côncavo, e quando tracionadas executam um movimento oscilante que é um forte atrativo para os peixes predadores. São usadas num movimento de recolhimento contínuo. Algumas colheres têm um dispositivo anti-enrosco, que facilita seu uso no meio de pauleiras e vegetação aquática.


Spinners:

são iscas formadas por um pequeno corpo metálico atravessado por um arame de aço rígido, tendo numa extremidade a garateia ou anzol, e na parte superior uma folha metálica que gira quando a isca é puxada, causando reflexos e turbulência na água. Alguns spinners têm cerdas ou filamentos presos à garateia, aumentando a atratividade da isca. São utilizadas num movimento contínuo de recolhimento.


jigs:



têm uma cabeça ou corpo de metal presa ao anzol, o qual tem a haste dobrada próximo ao olho, de forma que quando a isca é recolhida, a tendência do anzol é ficar com a ponta virada para cima, evitando os enrosco. Têm também uma “saia” de penas ou de fios sintéticos, cujo movimento é a atração que provoca os ataques dos peixes.



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