Aprenda pescar Traíra com Isca Artificial de Meia Água



Podemos Pescar Trairás na meia água?
Trata-se de um peixe que podemos classificar como “de ponto”, aqueles que sempre estão no mesmo local do rio ou do lago. Variando muito pouco a sua movimentação.

Essa movimentação ocorre com maior percepção para o pescador de acordo com o nível da água no “ponto de pesca”, com sua turbidez , com a temperatura ou época do ano, e com a hora do dia.


Normalmente é um peixe que prefere águas rasas, mas quando a temperatura esfria um pouco seja por uma frente fria ou época do ano, ou hora do dia, a tendência da traíra é procurar uma zona de melhor conforto de temperatura.

Por isso, quando esfria, ela vai para uma profundidade um pouco maior onde a água normalmente está mais quente. É justamente quando elas estão numa profundidade um pouco maior que o uso das cranckbaits se tornam a melhor opção.

Mas qual Isca Cranck baits devemos usar: 


Isso vai depender da profundidade do local onde achamos que elas estão.
Nesta situação um sonar cai como uma luva, se não tiver tem que ser no bom senso mesmo.

Tenha sempre várias opções de cranck baits na sua caixa de pesca, e o objetivo principal é encontrar a isca que vá o mais próximo do fundo possível, pois as traíras normalmente ficam no fundo escondidas nas estruturas e sombras, caçam de tocaia, então quanto mais perto a isca passar do seu ponto de espreita maior a chance do ataque. Lembrando que se tiver muita pauleira no fundo a isca tem que passar por cima e não ir tão fundo, senão vai enroscar.

Despertando as Trairás: 

Na maioria das vezes as traíras estão no fundo ficam mais preguiçosas, então trabalhe a isca mais lenta, com pequenos toques e paradinhas, se a isca tiver um chocalho melhor ainda, o barulho e a vibração do mesmo pode despertá-la da “preguiça”.

A traíra é um peixe muitas vezes imprevisível e quando estiver pescando nunca desista até a isca sair da água, pois muitas vezes elas não atacam no fundo e o pescador na ânsia de um novo arremesso já deu como perdido o recolhimento que nem acabou ainda.


Quando a isca vai sair da água é o momento que elas atacam, nesta hora se a fricção não estiver bem regulada e o pescador atento é muito fácil quebrar a ponta da vara, pois, no susto, o instinto é fisgar e numa situação destas é muito comum dar tudo errado.

Se não estiver tendo sucesso mude a velocidade do recolhimento, a forma das paradinhas, a cor e o modelo da isca. Elas costumam ser muito manhosas e temos que insistir com mais de um arremesso no local.

Sempre quando ver um potencial maior num ponto insista com vários arremessos, o pescador não pode ser preguiçoso como elas. Lembre que a isca para afundar e chegar na profundidade desejada tem que percorrer alguns metros, então o arremesso tem que um pouco mais longo que o suposto local onde achamos que o peixe está.

Dicas:

Sempre é bom diferenciar e customizar suas iscas adicionando um pouco mais de peso para torná-la suspending ou quase.

Para adicionar peso é só fazer um pequeno furo e colocar esferas de chumbinhos e ir testando num balde de água o quanto ela esta afundando ou boiando mais lentamente. Algumas só ao trocar as garateias já as tornam quase suspending.

São situações onde o pescador tem que usar sua criatividade e decidir o que deseja fazer. Este processo é uma boa opção para quando der uma paradinha um pouco maior a sua isca vai ficar mais quieta no fundo, dando um tempo maior para a traíra decidir atacar.

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