Saiba tudo sobre o Agulhão Bandeira





Peixe de escamas diminutas da família Isthiophoridae, o Agulhão Bandeira - Sailfish
(Istiophorus albicans) apresenta como características marcantes a grande nadadeira dorsal em forma de vela de barco, o que lhe valeu o nome em inglês sailfish, e o maxilar superior alongado com seção cilíndrica em forma de “bico”.

A coloração do dorso é azul escuro, com os flancos azul, por vezes amarelados e ventre prateado. Apresenta faixas verticais ou séries verticais de pintas claras no dorso e nos flancos. As nadadeiras são escuras. Alcança mais de 3m de comprimento total e cerca de 65kg.




Espécie pelágica, oceânica e migratória, podendo ser encontrada em águas costeiras, nos locais mais profundos, porém abundam nas camadas superiores da água azul, de temperatura entre 22 e 28ºC.

No verão aproximam-se mais da costa. 
Os indivíduos são solitários, mas formam cardumes durante a época reprodutiva e eventualmente para alimentação. A dieta é constituída por vários organismos, desde peixes oceânicos, como dourados, atuns, peixe voador, e lulas, polvos e crustáceos. Para evitar predadores, costuma levantar a nadadeira dorsal.

O Agulhão Bandeira é considerado o peixe mais rápido em distâncias curtas, um exemplar avançou 91 m em três segundos, o que equivale a 109 Km/h.

Devido a estas incríveis explosões de velocidade e a saltos espetaculares, este peixe é altamente esportivo. Por outro lado, não é muito comercial, e dificilmente encontrado em mercados.
Sua carne é rosa bem vivo, sendo boa para sashimi e sevicie, porém de qualidade duvidosa para as demais variedades culinárias.

Habitat:

Pelágica, oceânica, podendo ser encontrada em águas costeiras, nos locais mais profundos.

O “sailfish” aparece em quase todos os mares do mundo sendo mais abundante no Rio de Janeiro, Guatemala e Pinas Bay. A variedade Atlântica alcança os sessenta quilos enquanto a do Pacífico ultrapassa os cem quilos. No Brasil ocorre nas Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá a Santa Catarina).

Iscas: 

 



A isca ideal é a natural, cavalinhas e lulas, usadas na modalidade de córrego. Entre as artificiais, destacam-se as Lulas artificiais bem como plugs, que também são eficientes. A velocidade desenvolvida pela embarcação deve oscilar entre sete a nove nós, com artificiais, e com naturais de quatro a seis nós.

Equipamentos:


        


 Na captura Dessa espécie são utilizados desde equipamentos de pesca oceânica até os médio /pesados para baitcasting.


 



Carretilhas:



Linhas:

 

Pode Variar entre 20 a 50 LB.





Dicas de Pesca:




A pescaria é mais emocionante quando o peixe é localizado na superfície da água. A pesca com artificiais é bem mais difícil, pois raramente o Agulhão Bandeira ferra na batida e se isso não acontecer ele não retorna ao ataque.

Quando o Agulhão ataca, o pescador deve tirar a vara da espera, deixar o carretel livre e esperar algum tempo para que ele engula a isca. Só o tempo preparará o pescador para aplicar o “strike” no momento exato. Se demorar muito o peixe come a isca só deixando a cabeça e se agir com precipitação ele a abandona, perdendo-se a ferrada. A melhor maneira de controlar o tempo de espera é contando até dez, o que corresponde ao espaço entre o ataque e o ato de engolir parcialmente a isca.

Depois da ferrada é só trabalhar com calma, pois o peixe cansa em menos de dez minutos, porém briga muito antes de ser render.

Após capturado e liberado, é normal que o peixe coloque seu estômago para fora, que fica pendendo pela boca. Os peixes dessa família fazem isso como forma de se livrar de algo que os incomode, como o anzol, alga ou corda. Depois o engolem novamente sem maiores danos.

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