16 de junho de 2017

Otimas dicas para voce pescar todos os tipos de Carpas amigos




Boas de briga, de carne apreciada e ainda ornamentais, elas são os peixes mais cultivados e conhecidos no mundo. A carpa faz parte do grupo de peixes com maior numero de representantes em todo o mundo.

O nome comum é usado para alguns gêneros e varias espécies de peixes de água doce da família Cyprinidae. Ela tem corpo com perfil superior bastante arqueado e região abdominal mas retilínea, um formato bastante típico que as diferencias das demais, espécies.

Enquanto a nadadeira dorsal apresenta base longa, a caudal é furcada, com as extremidades dos lóbulos mais arrendadas: as demais nadadeiras são moles e pouco desenvolvido com exceção da anal, cujos primeiros raios ossificados.




A boca subinferior, volta da para baixo na porção anterior da cabeça, ostenta dois pares de barbilhões. Elas possuem a chamada dentição faringiana desenvolvida. Bom exemplo é a carpa- capim de aspecto e formato muito semelhante aos das tainhas e paratis e cujo nome do gênero surgiu de uma característica da dentição faringiana: Ctenopharingodon idella.

Conhecidas e cultivadas desde tempos remotos, é difícil determinar a região exata da origem desses peixes, uma alternativa aponta para a região ecológica da Ásia. Foi o primeiro peixe com registro de cultivo (300 a.c.,na China).

As carpas já foram introduzidas em todos os continentes, em pelo menos 60 diferentes países. São muito rústicas, podendo sobreviver em ambientes contrastantes de lagos quase congelados a locais com altas temperaturas no verão.

Preferem água calmas e com fundo rico em sedimentos, na Europa, são pescadas para alimentação e pelos pescadores esportivos, nos Estados Unidos, são consideradas peixes invasores e de baixo valor para a pesca. E na Nova Zelândia, peixes nocivos.

Na Austrália, há relatos evidenciais científicos de que as carpa introduzidas causaram turbidez e perda permanente de vegetação submersa, trazendo graves consequências para os ecossistemas fluviais,para a qualidade de água e as espécies de peixe nativos.

No Brasil, foram introduzidas no inicio da década de 1980 em sistemas de cultivo para alimentação humana. Mas a maioria das pisciculturas hoje produz carpas com fins ornamentais ou para venda a pesque e pagues. Apesar das muitas espécies introduzidas, podemos citar quatro que estão amplamente difundidas no Brasil.

Carpa- Comum ( CRPRINUS CARIPO)



É o peixe mais cultivado no mundo e originário do Japão. Possui diversas subespécies, como as carpas espelho e húngara. É comum o pescador confundir-se entre estas duas. A primeira tem falhas de escamas e de diferentes tamanhos, algumas muitos grandes. Já a húngara tem escamas pequenas por igual. O maior peso registrado e é de 40 quilos e 1,2 metro. Nos pesqueiros, não fica tão grande quanto em seu habitat natural. Peixe onívoro, alimenta-se de zooplancton e organismos bentônicos ( de fundo) como minhocas, larvas de insetos e pequenos moluscos).

 Carpa- Capim (CTENOPHARYGODON IDELLA)




Apresenta corpo alongado e mais fino que o das outras carpas, coberto com escamas moderadamente grandes. O dorso é cinza- escuro e os flancos, claros, ligeiramente dourados. É espécies herbívora, muito utilizada em pesqueiros ou em cultivos com outras espécies. Pode chegar a comer de 40% a 60% de seu peso vivo em vegetais, diariamente consome também insetos e outros invertebrados. Alimenta-se tanto na superfície, quanto no fundo. Resistente, tolera temperaturas que variam de zero a 38*C, Bem como altos graus de salinidade e baixíssimos níveis de oxigênio o maior peixe registrado oficialmente mediu 1,5 metro e pesou 45 quilos.

 Carpa- Prateada (HYPOTHTHALMICHTHYS MOLTRIX) 





De origem chinesa, apresenta crescimento rápido, sendo boa espécie para o policultivo. Prefere águas mais calmas, como as de lagoas. É fltoplanctófaga, alimentando-se principalmente de algas pequenas, mas também de algumas macrofitas. Possui um aparelho especial de filtragem da água nos arcos branquiais, muito sensível a baixas temperaturas (5*C ou menos)e á falta de oxigênio na água o tamanho Maximo registrado oficialmente foi de um macho de 4,05 metros 50 quilos.

 Carpa Cabeça Grande - Cabeçuda  (HYPOPHTHALMICHTHYS NOBILIS)



Originaria da China, tem características muito parecidas com as da carpa prateada. Ate o ano de 1981, acreditava-se que pertencia a outro gênero (Aristichthys). Sua cabeça representa aproximadamente 25% de seu corpo, o que justifica seu nome comum. Tem escamas pequenas uniformes e a boca bem grande. é espécie zooplanctofaga, que se alimenta de pequenos organismos aquáticos e também de microalgas, rotíferos e pequenos crustáceos. É comum observa-la na superfície, com a boca aberta. Apesar de ser um animal filtrador, o pescador consegue captura-la sendo grande sensação em nossos pesqueiros.


Para Pescar, Carpas Comuns( Hungara E Espelho E Capim)                         

                   

Estas variedades costumam ficar isoladas e ativas em todas as estações, com destaque para o inverno. Apesar de se alimentarem mais no fundo, não são raros os casos de capturas na superfície. A carpa-capim é um peixe mais arisco, que exige habilidade do pescador.


Pesca com Varas Lisas: 



Varas: telescópicas de 2,7 e 5,4m: para os iniciantes varas de até 3,6 m são mais fáceis de manusear.

Linhas: 

divididas em duas partes, a principal sendo de monofilamento colorido de 0,28 a 0,35 mm ou multifilamento equivalente, após um pequeno girados vem um curto chicote, de náilon transparente ou fluorcabono de 0,30 a 0,35 mm. A soma do comprimento das linhas não deve ultrapassar muito o da vara.


Anzóis:

Modelos Maruseigo 12 a 16, Chinu 04 a 06 e tinu sem farpa dentro delas.

Chumbadas:



De formato redondo, oliva ou arroz,entre 1,5 e 2,5 gramas. São opcionais e a linha deve correr livremente dentro delas.

Boias: 



Sua utilização é mínima e opcional. Modelo lambari,numeração ate 05. Complementos: anteninha,suportes para varas ( com regulagem) e giradores metálicos e de fluorcabono (de flutuação neutra) de 12 a 25 lb.

 Montagens

 
Com peso:

Até a linha principal á anteninha ou cabresto, desenrole até a base da vara e corte. Passe o chumbo e fixe o girador. Na outra ponta amarre o chicote (20 centímetros) com o anzol escolhido na ponta. Sem Peso: A diferença esta apenas no uso do girador de fluorcarbono ao invés do metálico. Com Boia: Escolha uma das montagens anteriores e passe a boia pela linha principal antes de fechar o conjunto.

 No pesque e Pague:




Carpas Cabeçudas e Prateadas Ótimas opções para o inverno, destacam-se pelo grande porte que atingem, as vezes superam os 30 Kg. Como se alimentam por filtragem, raramente são pegas com iscas solidas. A pesca é diferenciada, com uso de massas especificas. Muito ariscas, essas carpas se isolam em locais silenciosos e nas regiões mais profundas dos lagos. Devido a esse comportamento, somando ao grande porte, dificilmente são pescadas com varas lisas

 Pesca de arremesso

Varas:



De 8 a 10 pés, classe 25 a 30 LB, de ação média.

Molinetes e carretilhas:


De categoria média,com capacidade para 100 m da linha escolhida.

 Linhas:


De monofilamento coloridas, entre 0.35 e 0,50 mm, ou de multifilamento equivalentes.


Chuveirinhos:


Exclusivos para cabeçudas, em modelos tradicionais ou do tipo aranha, com anzóis Maruseigo 14 a 18, chinu 04 a 08 tinu 07 a 10 ou equivalentes. Chumbadas:De até 30 g nos formatos oliva ou redondo , de preferência com furos com ilhós, para fixar a posição da isca no fundo.

Boias:



Do tipo paulistinha ou chamadas boias inteligentes, sustentam os chuveirinhos com as massas. Costumam ser grandes e feitas de plásticos, isopor ou Eva.

Montagem:
Com peso no meio: Passe a linha pela chumbada e amarre ao girador. Do outro lado, até um curto chicote com o anzol na ponta. Se a isca utilizada for massa, seu próprio peso pode dispensar o uso de chumbada.

Com peso na ponta:
Amarre a linha principal ao girador e do outro lado, um chicote de 30 a 50 cm. Crie duas pequenas pernadas de 10 a 15 cm cada para os anzóis e ate uma chumbada na extremidade.

Com boia de arremesso ou Cevadeira:



A união da linha principal com a boia pode ser feita através de girador simples ou triplo. O chicote pode variar bastante , de 60 cm a 2 m, daí a necessidade de uma pequena boia sinalizadora para manter o anzol peto da superfície.




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