Veja os pros e contras da Carretilha e do Molinete, entenda cada um deles amigos




CARRILHETE OU MONETILHA? 




É muito comum, em rodas de amigos e grupos de bate papo, a velha discussão sobre o que é melhor a carretilha ou o molinete. Sempre, no meio da conversa surge a tão poética frase: “quando você aprende a trabalhar a carretilha, nunca mais vai querer usar o molinete”. Quem nunca ouviu esta frase?



Pois bem, vamos conversar um pouco sobre quando e como usar qual equipamento, sabendo que nenhuma opinião é unânime e o que realmente vale é mostrar o peixe para a foto e devolvê-lo em segurança para seu habitat.

É sabido que sempre seguimos uma sequência dentro do universo da pesca e basicamente, a ordem cronológica dos fatos vem assim:
1º Vara de bambu ou vara de fibra telescópica (mão); 2º Molinete 3º Carretilha.

A transição mais esperada para os jovens pescadores é a saída do molinete para a carretilha. Momento este que quando ocorre, leva ao completo êxtase no momento que compramos ou ganhamos nossa primeira “carreta”. Tiramos foto, compramos linhas de multifilamento e nossas primeiras iscas artificiais, afinal, crescemos vendo os programas no domingo de manhã com a lenda dos arremessos Nelson Nakamura e, por mais distante e difícil que seja, queremos chegar lá.

Triste constatação no momento do primeiro arremesso é aquela que nos coloca realmente em um abismo tecnológico e prático tão complexo é fazer uma coisa tão simples, onde não possuía nenhuma dificuldade com o bom e velho molinete. Daí, surge a dívida: Volto ou não para o molinete?



Para tentar acabar com esses questionamentos, se faz necessário sabermos os pontos fortes e fracos dos equipamentos em questão para a partir daí, tomarmos a decisão de qual usar em qual situação. E claro, SIM, já de antemão respondendo à pergunta que não sai da sua cabeça. Podemos SIM usar ambos os equipamentos para ambas as pescarias.


MOLINETE: 

Extremamente versátil e forte. Possui freio mais forte que o da carretilha (mesmo tamanho), recolhimento mais rápido, arremessa iscas mais leves e maior capacidade de linha, posição mais confortável.


CARRETILHA: 

Mais leve, mais precisa, menos força para arremessar, mais macio o recolhimento (confortável), alarme sonoro.




O QUE USAR E EM QUE OCASIÃO

Em uma pescaria de precisão, de iscas artificiais, em lagos, rios ou mangues com bastante estrutura, opte pela carretilha. Caso contrário, vai pelo gosto do freguês. Pescaria com iscas de porte pequeno e de peso muito baixo (2 ou 3 gramas) opte pelo molinete e uma vara longa (6,3 pés ou 6,6 pés).  

Em uma pescaria pesada, se a linha utilizada for de multifilamento, opte pelo molinete. Devido ao fato do freio do molinete ser mais forte que o da carretilha, a utilização do molinete propicia um maior desempenho do equipamento (molinete) uma vez que, a utilização da carretilha pode causar o “encavalamento” da linha no carretel (linha afundar no carretel) ocorrendo o travamento do mesmo e impedindo a corrida do peixe, perdendo assim, seu troféu.

Em pescaria pesada, se a linha utilizada for de Nylon (monofilamento), pode ser usada tanto a carretilha quanto o molinete, neste caso vai novamente, o gosto do freguês. A elasticidade da linha de Nylon “ajuda” a não encavalar.

O que precisamos saber é que esses equipamentos são polivalentes, e para cada ocasião, dependendo do seu nível de técnica, a escolha de qual utilizar, será decisivo no sucesso ou no fracasso de sua pescaria, nunca deixando de atentar para o equilíbrio do material. Nunca super dimensionar, para não “rebocar” o peixe e nunca subdimensionar, para não forçar seu precioso material.

Pescador de Plantão, Eduardo Túlio Dias Costa Geógrafo, 
especializado em Meio Ambiente.


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