Iscas artificiais, Nacional ou importada



 




Nacional ou importada
Frequentemente, ouvimos nossos colegas pescadores tanto os leigos quanto os mais experientes, bem como nossos atenciosos lojistas se vangloriando ou atribuindo valor a seus equipamentos unicamente pelo fato de serem importados. O assunto toma uma proporção ainda maior, quando o tema da conversa é isca artificial.






De fato, existem no mercado internacional, iscas artificiais com um acabamento de dar inveja até mesmo nos peixes que elas imitam, tamanha a perfeição de pintura, detalhes e “rebolado”, quando se falado de iscas de meia água. Agregando a este acabamento espetacular, temos as assinaturas de marcas consagradas no mercado da pesca como Rapala, Yu-zuri, Storm, Heddon entre outras que transbordam o mercado brasileiro.



No entanto, com o intuito de fazer frente com essas marcas, o mercado nacional se fez obrigado a acabar com a hegemonia e monopólio internacional de iscas artificiais e foram aparecendo marcas que, em determinadas situações brigam de frente com as “gringas”. Nomes como Nelson Nakamura, Borboleta, KV, Aicas, Zagaia estão cada vez mais brilhando aos olhos dos pescadores pela grande qualidade e preço bastante acessível.



Sem fazer feio quanto a qualidade do produto nacional quando comparado ao importado, as iscas artificiais nacionais foram projetadas para os peixes encontrados em nossas bacias hidrográficas, dispensando assim, quaisquer adaptações ou alterações nas iscas originais como a troca de garateias por exemplo.


Por falar em garatéia, este é o ponto mais fraco das importadas em relação as nacionais. Fato em questão é que o conjunto de anzóis das iscas importadas não foram feitos para aguentar a brutalidade dos nossos peixes, abrindo ou até mesmo se rompendo devida extrema força dos moradores de nossas águas e nossas iscas, na maioria das vezes, já possuem um reforço nas garateias.

Uma das alternativas encontradas para resolver este problema é a simples troca do jogo de garatéias fazendo assim a isca importada se tornar imbatível quando se comparada à isca nacional não é? Engana-se quem acha que apenas a troca de garatéias resolve o problema. Como estamos falando de produtos que pesam poucos gramas, qualquer alteração neste peso, altera também o comportamento desta isca, por exemplo: uma isca que originalmente possui a característica descrita como Floating, ou seja, que flutua ao parar o trabalho de ponta de vara, pode ter sua característica alterada para Sinking, ou seja, ela afunda devido ao aumento de peso mudando sua característica e assim, seu trabalho. 






A conclusão que podemos chegar é simples. 
Nem tudo aquilo que é importado é melhor ao nacional. Para uma pescaria mais finesse, onde a brutalidade do exemplar não é um risco ao equipamento, onde a técnica supera a força e onde a esportividade é o objetivo real da expedição, a isca importada é muito bem-vinda. Caso o objetivo seja os exemplares de força bruta, grandes saltos e arranques com bocas ósseas, e repletas de dentes ou dentículos, prefira uma boa e acessível isca nacional. 

Por fim, seja a isca importada ou nacional, o importante mesmo é estarmos com um equipamento extremamente equilibrado, prezando pela esportividade e aos equipamentos de segurança, sempre com a linha na água e em contato com o meio ambiente, praticando o pesque e solte para que nossas futuras gerações saibam o legado que deixamos a elas.

Pescador de Plantão Eduardo Túlio Dias Costa

Comentários