12 de dezembro de 2016

Dicas para Pesca de Praia






Todos sabemos que os dias de lua cheia e lua nova são mais propícios à pesca, principalmente na maré cheia ou durante sua cheia, pois é o período em que o peixe mais se aproxima da praia para buscar seu alimento.

 Nas praias profundas e sem grandes ondas, chamadas também de "praias de tombo", é bem difícil sabermos onde fazer nosso arremesso com sucesso. Neste tipo de praia, o sistema de tentativa e erro é o único que pode ser usado, a menos que você veja uma coloração diferente em certa porção de mar, se existir, é ali que devem estar os peixes (mas não é certo).

Nas praias rasas, os peixes maiores costumam ficar nos "valos" ou "canais de praia". Localize este ponto observando cuidadosamente uma onda desde que se forma bem distante. Quando ela se quebrar, vai formar um rastro de espuma que se aproxima da praia.

Em certo momento, a espuma some e se forma outra onda - aí é que mora o grandão!

Em função da maré e da movimentação de areia de fundo, podem se formar dois ou mais canais de praia. Você terá de arremessar nos canais que alcançar para sentir as beliscadas e ver qual deles é o mais propício à sua pesca.

Procure não se afobar e ficar fazendo diversos arremessos em minutos. Nos primeiros arremessos é aconselhável o uso de iscas bem grandes que servirão como se fossem verdadeiros "engodos". Após esta fase, use a isca de acordo com o peixe que pretende pescar.



Usando um chicote de três anzóis, coloque inicialmente uma isca de cada tipo em cada anzol e memorize a ordem para ver qual foi a mais atacada. Costuma-se usar uma isca de sardinha no de baixo, camarão ou corrupto no do meio, e tainhota no de cima. Lembre-se, entretanto que tainhota é isca branca e pode atrair o baiacu.



A boa colocação da isca no anzol representa 2/3 da captura de um peixe. Isca mal colocada é isca roubada. Neste caso, a pressa também é inimiga da perfeição. Coloque suas iscas trançando-as pelo anzol, como se estivesse costurando. Deixe a ponta do anzol livre fazendo com que a maior parte da isca fique na haste ou cabo do anzol.

Iscas passadas ou podres, além de exalarem cheiros menos atrativos para a maioria dos peixes de praia, também têm por hábito deslocarem-se dos anzóis (as suas fibras já terão amolecido) e, portanto, soltarem-se até mesmo antes de qualquer beliscada. Quando a isca tiver de ser comprada (sardinha, lula ou camarão), gaste um pouco mais de dinheiro, mas procure a mais fresca ou de qualidade melhor. Os camarões VG (Verdadeiro Grande) ou os chamados da Malásia, além de muito caros, não são adequados para Pesca.

A amarração de iscas por meio de linhas de viscose (encontrada em armarinhos) ou elástica (em casas de pesca), contrariamente ao que a maioria pensa, não é um recurso praticado para evitar que o peixe roube a isca. Este artifício é usado apenas para que, no ato do arremesso, em função do tranco de saída do chumbo, a isca não saia do anzol. Para longos arremessos é imprescindível. Para arremessos curtos, uma isca bem colocada e um arremesso bem efetuado não tiram a isca do lugar.



Com o uso de carretilhas na beira de praia, muitos pescadores deixam de amarrar suas iscas, pois o sistema de arremesso das carretilhas não produz o mesmo tranco e nem possui o mesmo processo de saída de linha dos molinetes que, ainda hoje, são os mais utilizados em beira de praia. Para os iniciantes, aconselhamos que comecem a se acostumar com a amarração das iscas.

Os modelos de anzóis mais usados em beira de praia são os modelos japoneses de nome Akita (do número 0,5 ao número 09) e Maruseigo (do n. 04 ao 28), produzido por diferentes fábricas, com ou sem argola, e em numeração ascendente, do menor para o maior, acompanhando o tamanho.

Atenção: não confundir modelos de anzol (Akita ou Maruseigo) com marcas fabricantes de anzol (Gamakatsu, Marine, Kenzaki, Maruto, etc...).

Os chicotes para a pesca de beira de praia são em geral compostos de dois ou três anzóis, distantes uns dos outros apenas o suficiente para que não embolem. Os chicotes devem ter de 1,00 metros a 1,50 metros de comprimento, variando conforme o tamanho do caniço utilizado.

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