Quase um ano depois Ministério Público denuncia quatro empresas e 22 pessoas pela tragédia de Mariana






Quatro empresas e 22 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal por conta da tragédia de Mariana (MG), que se deu há quase um ano.

O rompimento da barragem de Fundão destruiu cidades, o Rio Doce e seus afluentes e diversas áreas de preservação. Mais de 250 pessoas ficaram feridas e 19 morreram.

Na denúncia, os procuradores afirmam que as empresas Samarco, VogBR, BHP e Vale sabiam dos riscos do rompimento da barragem. O que a Samarco previu em abril de 2015 aconteceu em novembro, segundo o apontamento do MPF.


Foram 22 pessoas indiciadas sendo que 21 delas foram acusadas de homicídio qualificado com dolo eventual, quando se assume o risco de matar. Dentre elas estão diretores, gerentes e membros do conselho de administração da mineradora e também representantes da Vale e da BHP, donas da Samarco. Os acusados podem ir a júri popular.

De acordo com as investigações, um documento interno da Samarco, feito quase sete meses antes da tragédia, estimava que até 20 pessoas morreriam. O impacto ambiental chegaria a 20 anos e aconteceriam danos severos a mais de 200 casas.

Muitos funcionários seriam presos por violações criminais. Vale lembrar que a empresa Samarco, grande responsável pela barragem, foi multada em R$ 112 milhões pelo Conselho de Política Ambiental de Minas Gerais (Copam).




Comentários