Mas afinal o que é a Piracema? Entenda melhor a Piracema

 



Entenda melhor a Piracema.

Esta semana um amigo Pescador de Plantão que acompanha a nossa pagina, Canal e Blogger, me mandou uma mensagem sugerindo que fizéssemos um artigo sobre a Piracema.

Achei o pedido muito bacana, e resolvi falar um pouco sobre a Piracema.

Afinal muitas pessoas não conhecem ou conhecem, mas não entendem a importância da Piracema. Ou o porquê não pode se pescar nesta época.

Vamos falar um pouco sobre este fenômeno da natureza, para que os amigos possam entender um pouquinho mais sobre o que é a Piracema, e por quê devemos respeitar e não pescar nesta época.Espero que gostem deste artigo e que ele possa ampliar ainda mais os seus conhecimentos amigos.


Mas afinal o que é a Piracema? 

A Piracema é o movimento dos cardumes de peixe que nadam rio acima, contra a correnteza, para realizar a desova no período de reprodução.

A palavra Piracema vem do tupi e significa "saída de peixes".

È assim que os índios descreviam esse fenômeno da natureza que ocorre com milhares de espécies no mundo todo.

Na maior parte do Brasil, a piracema coincide com o período das chuvas de verão.
Quando a temperatura da água e do ar esquenta e o nível do rio sobe, os peixes percebem que é hora de nadar contra a correnteza para poder se reproduzir.






Mas por que nadar contra a correnteza para desovar ou se reproduzir?  

Junto à cabeceira dos rios, a chance de sobrevivência dos recém-nascidos é bem maior, pois o numero de predadores é menor.

Mesmo assim menos de 1% do total dos ovos fecundados acabam sobrevivendo e virando peixes.

Na jornada rio acima, o esforço contra a corrente é essencial para o processo de reprodução, pois os peixes queimam gordura e estimulam a produção de hormônios responsáveis pelo amadurecimento dos órgãos sexuais.

No trajeto o testículo dos machos aumenta de tamanho, fica repleto de sêmen e esbranquiçado.

Nas fêmeas, o aspecto amarelado das ovas indica a presença de vitelo, rica reserva de alimento presente nos óvulos que sustentará os futuros peixinhos.

Na hora da fecundação, a fêmea lança todo o seu conjunto de óvulos no fundo do rio.
O número varia bastante: a piava desova em média 160 mil óvulos, enquanto para a fêmea de dourado o total pode ultrapassar 1,5 milhão.

O próximo passo é dado pelos machos, que despejam sucessivos jatos de sêmen sobre os óvulos, dando origem a ovos fertilizados.

A duração da viagem varia bastante.
Peixes como as piavas não vencem mais do que 3 quilômetros por dia, mas há registros de curimbatás que chegaram a nadar 43 quilômetros de rio em apenas 24 horas.

Para todos a jornada é cheia de perigos, Além de superar cachoeiras, predadores e outros obstáculos naturais, esses animais precisam também vencer a pesca predatória.

Durante a Piracema, os peixes viram presas fáceis, pois sobem os rios em grandes cardumes, é muito fácil para qualquer pescador que não respeita este fenômeno capturas vários exemplares sem muito esforço, colocando assim muitas espécies em perigo.

È por isto que nesta época a pesca é proibida, na época da migração e da reprodução, o chamado defeso, que geralmente vai de novembro a fevereiro.

A cada ano, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)
publica uma portaria estabelecendo quais espécies não podem ser pescadas nesse período.

Após a fecundação, os peixes iniciam o caminho de volta.






Os ovos são hidratados pela água, aumentam três vezes de tamanho e são carregados pela correnteza.

A maioria não resiste e se torna alimento de peixes carnívoros.
Só os que alcançam as águas calmas é que conseguem sobreviver
menos de 1% do total.


Um grande obstáculo à piracema é a presença de barragem.
Os peixes, ao tentarem subir o rio, encontram esse obstáculo e muitas vezes, ferem-se gravemente, além de ficarem muito exaustos.

É nesse momento que muitos predadores se fartam de alimento.

Mesmo quando os peixes conseguem se reproduzir as larvas e ovos não conseguem sobreviver nos reservatórios.

Além disso, há as turbinas que podem causar a morte tanto dos peixes quanto dos ovos e larvas.

Vale destacar que, geralmente, as barragens apresentam sistemas para a transposição de peixes com a finalidade de diminuir os impactos relatados.

Esses sistemas consistem normalmente em uma espécie de escada que facilita a subida e descida dos peixes. Essa escada foi bastante útil nos países do Hemisfério Norte, entretanto, nos países da América do Sul, não teve tanto sucesso.

Alguns pesquisadores concluíram que, em algumas dessas barragens, os peixes sobem o rio, porém não descem. Isso porque o ambiente pós barragem não é adequado para desova e nem para o desenvolvimento de alevinos.

A pesca de peixes nesse período pode ocasionar uma diminuição da população de uma determinada espécie, por isto devemos respeitar esta época e não devemos pescar.

Para que nos próximos anos possamos ter belos exemplares para fazer a nossa alegria, e para que não faltem peixes em lugar algum.

Bom amigos espero que este artigo possa ter ampliado os seus conhecimentos sobre este assunto.
E que a partir de agora todos possam entender a importância de respeitar este período tão importante para a natureza e para-nos.

Quem quiser por gentileza deixe um comentário, sua opinião sobre o assunto e sobre este artigo é muito importante para-nos.

Quem quiser sugerir novos temas para novos artigos por favos fique a vontade.

Um forte abraço a todos e boas pescarias sempre.

Comentários

  1. Eu como pescador (amador) já sabia disso, e respeito a piracema, , mais gostei da sua explicação , garanto que vai servir para alguns que ainda não sabiam, um abração

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