EUA estudam soluções para conter invasão de carpas asiáticas



A carpa asiática que limpava algas tornou-se uma praga nos EUA

A Carpa asiática que recebe o nome de Silver Carp nos EUA e aqui no Brasil é conhecida por Carpa Cabeçuda.

Foi introduzida nos anos 70 no Mississípi, com a missão de prestar um serviço nos sistemas de aquacultura da bacia hidrográfica do Mississípi, mas acabou invadindo a bacia hidrográfica e agora já está nos Grandes Lagos
Chegou de mansinho, como muitas vezes acontece nestes casos, introduzida por mão humana. A ideia era que a carpa asiática ajudasse a eliminar sem mais custos o excesso de algas, Mas o tiro saiu pela culatra.
No passar do tempo, vários exemplares acabaram invadindo os rios e os canais que se ligavam a outras bacias hidrográficas e hoje já estão nos Grandes Lagos, na região de Chicago.
Agora a cidade está em guerra com os peixes que vieram do oriente.
Em 2002 foi implantada uma barreira elétrica nos canais que ligam artificialmente o Mississípi e os sistemas de abastecimento e tratamento de águas de Chicago, que por sua vez têm ligações aos lagos Michigan e Illinois.
A sua instalação pretendeu, justamente, evitar que as carpas asiáticas se escapassem através dos canais e chegassem aos Grandes Lagos, mas a presença de ADN das carpas asiáticas em espécies recolhidas nos lagos indicia o cruzamento de espécies e mostra que o sistema não foi eficaz.
As autoridades consideraram bloquear o sistema de canais de água da cidade para impedir que as carpas asiáticas entrem no lago Michigan e se alastre.
O projeto prevê um custo estimado em até 18 mil milhões de dólares, mas segundo as autoridades, pode valer a pena, em virtude dos grandes problemas financeiros que a carpa pode acarretar para a cidade americana.
Outros afirmam que uma das soluções, mas sensata seria pescar o peixe e usa-lo e comercializa-lo, um comerciante da região até começou a vender um hambúrguer com a carne da carpa, mas ainda é uma alternativa em avaliação.

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